Um dos aspectos mais importantes de um bom programa de treinamento é dar liberdade – especialmente a liberdade de errar. Tirar algo de bom dos erros é vital para tudo, e um bom treinamento deve ensinar e também facilitar isso.

Liberdade tem limites, claro – mas se o treinamento permitir que as pessoas aprendam de seus erros sem sofrerem críticas, ficarão muito mais motivadas a seguir o Programa.

Se não tirar algo de bom dos erros, você mesmo vai ser prejudicadoInfelizmente, em nossa sociedade as pessoas são ensinadas a esconder os erros, a sempre valorizar o que fazem, dando a aparência que são perfeitas. Isso prejudica de várias formas: Sem admitir os erros, não há correção, e quando um erro é descoberto, o prejuízo é muito maior.

Como se faz isso?

Errar não é bom – o bom é tirar algo de bom dos erros

Se você percebe que errou, analise: Foi devido a alguma falha de personalidade que deve ser corrigida? Falta de atenção/concentração, um pouco de preguiça, orgulho de pedir informações a outros… essas são causas muito comuns de erros, e as mais difíceis de corrigir. Então, faça uma auto-análise honesta, converse com um amigo de confiança -dentro ou fora da Empresa – e inicie imediatamente um “tratamento”.

O erro não foi seu? Tem certeza?

Tirar algo de bom dos erros - mesmo dos outros

Um colega uma vez quase morreu por estar excessivamente certo. Ele estava de moto com a namorada, e ao ver o sinal verde num cruzamento, acelerou imediatamente – sem perceber que um ônibus estava atravessando no “amarelho”… Felizmente ele tinha muita habilidade, e saiu apenas com alguns arranhões.

Os acidentes de trânsito são um bom exemplo de como se pode tirar algo de bom dos erros – ou dos “acertos incompletos”. Mesmo que você tenha 100% de razão, será que poderia ter feito algo diferente, para evitar o acidente? Se numa freada brusca o carro de trás bateu no seu, pense: Se você mantivesse mais distância, poderia ter freado mais suavemente, facilitando para o carro de trás parar? Teoricamente, quem bate atrás é culpado – mas se você conseguisse evitar o acidente, seria muito melhor…

No ambiente de trabalho acontece a mesma coisa: se um processo é mal feito, e há algum erro, não adianta só encontrar os culpados – é necessário avaliar o que se pode fazer para que o erro não se repita. E se isso significar que você precisa mudar algo na sua etapa do processo, não pense que “o erro não foi culpa minha” – fique contente que você pode ajudar em uma melhoria!

Como aplicar isso para o crescimento – seu e dos outros?

O importante não é encontrar culpados - é tirar algo de bom dos errosNão pergunte quem errou – isso é fácil de descobrir, e não ajuda a tirar algo de bom dos erros. Colocar o “culpado” no foco apenas faz com que cada um tente esconder os próprios erros, e dificulta encontrar uma solução real e eficaz.

Procure descobrir por quê houve o erro – excesso de trabalho, falta de concentração ou interesse? Ou será que as instruções são mal escritas, mal divulgadas? Será que o processo é complexo, “desnatural” ou confuso? Em uma Instituição em que trabalhei, um prédio novo tinha uma grande área gramada em frente. Ao invés de concretar caminhos entre a grama, deixaram as pessoas andar sobre a grama. Após um tempo, as “trilhas” naturais foram pavimentadas. O processo seguiu o que as pessoas faziam, ao invés de tentar “forçar” um caminho.

Se houver necessidade de correção mais “firme” para alguém, faça em particular. E sempre acompanhe o progresso, para deixar claro que o objetivo é ajudar. Se a pessoa não está disposta a mudar, demita – mas nunca humilhe. Além de evitar uma ação trabalhista, tratar bem quem erra vai incentivar outros a relatar e corrigir os próprios erros.

Isso é só o começo…

Esse material – e muitos outros – será colocado num Curso, gratuito, sobre implantação de programas de treinamento. Acompanhe a Trilia para aproveitar!

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Um abraço,

Ricardo Monteiro – equipe Trilia

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