Inflação em baixa, puxada pela… crase?

Nem o Governo...???

 

Com toda a crise econômica, pelo menos uma coisa baixou de preço – a crase! É impressionante ver a quantidade de crases que estão colocando por aí – parece aqueles temperos prontos, o pessoal não entende direito como funciona, mas vai jogando pra ver com que gosto fica…

 

 

E você? Usa crases como um “gourmet”, ou de vez em quando ainda causa “indigestão” a seus leitores? Se você acha que não tem tanta importância, experimente uma comida com sal demais – todo o trabalho pode ser perdido! Da mesma forma, uma boa redação – ortografia, gramática, sintaxe – pode valorizar ainda mais suas boas ideias.

Ah, a crase…

Primeiro, vamos às formalidades: Crase é…

Contração da preposição “a” com o artigo definido feminino singular “a”

Agora ficou fácil, certo? Bem… se você não tem boas lembranças da professora de português, vamos “trocar em miúdos”:

Para que haja crase, são necessários dois elementos:

  1. Preposição (a, com, em, de, para, por…) – veja lista mais completa aqui;
  2. Um substantivo feminino

Pensando nesses dois elementos, vamos analisar algumas situações típicas. Não dá para cobrir tudo, mas essa análise prática vai ajudar a entender a regra, para aplicá-la em outras situações que você encontre.

Há crase?

Sim, há crase:

  • Às terças-feiras
    • Você poderia dizer “na” terça-feira, usando a preposição “em” (na = em + a), de modo que a preposição está presente;
    • “Terça-feira” é feminino. Faça um teste: Se você trocar o dia para sábado, como fica? Aos sábados, certo? Então, se houve flexão do gênero (feminino “terça” pelo masculino “sábado” trocou “às” por “aos”), isso confirma o segundo elemento.
  • crase-placaÀs quatro da tarde, ou à meia-noite
    • Troque a preposição: “por volta de” ou “durante” – o primeiro elemento está presente;
    • Troque o gênero: Ao meio-dia – se é feminino, o segundo elemento está presente.
  • Pizza à moda da casa, ou bife à parmegiana
    • Troque a preposição: Na forma típica da casa, ou do jeito que se faz em Parma;
    • Troque o artigo: Do jeito (masculino).

 

  • Vou à São Paulo da garoa;
    • Preposição: “para” São Paulo;
    • Artigo: Aqui existe uma elipse (ocultação) do artigo – você poderia escrever “vou à cidade de São Paulo, famosa pela garoa”. Neste caso, a crase “aponta” para cidade, que é feminino.
  • Figura acima:
    • Se o ciclista estivesse ao lado… viu como muda? Vai crase!

Não, não há crase:

  • De segunda a sábado:
    • Existe a preposição: Substitua por “até” sábado;
    • Não existe o artigo: sábado é masculino. Se trocar por “segunda a sexta”, não muda nada;
  • Do Rio a São Paulo:
    crase-quatro-rodas

    Até os grandes editores erram…

    • Existe a preposição: Substitua por “até” São Paulo;
    • Não existe o artigo: São Paulo não tem gênero, assim como várias outras cidades. Você não diz que
      alguém nasceu “no” São Paulo, mas “em São Paulo.
  • No exemplo ao lado:
    • Existe a preposição: “a” pode ser substituído por “com”;
    • Não existe o artigo: se você remover “testes…” e deixar apenas “dados…” (masculino), você não escreveria “aos dados…”

Então, à crase!

Os exemplos acima são resumidos – mas a regra básica pode ser aplicada em praticamente todas as situações. E se ainda tiver dúvidas:

  • http://www.naotemcrase.com/ – um excelente site, com muitos exemplos;
  • Faça uma pesquisa de imagens por “crase errada”, no Google – e ria (ou se envergonhe…) com os absurdos;
  • Entre em contato conosco, temos prazer em ajudar aos (e “às”) que querem aprimorar no idioma. Afinal, nossos lemas são “Cresça. Sempre.” e “Crescimento pessoal e profissional”.

Um abraço,

Equipe Trilia

 

 

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