Você conhece aquela história do menino que chegou atrasado na Escola? Ele explicou à professora – quase sem fôlego, pela corrida – que acordou tarde, e estava tão atrasado, que não deu tempo nem de pegar a bicicleta… Tem certeza que não é isso que está acontecendo com treinamento, na sua Empresa? Vamos “desconstruir” essa ideia com alguns pontos práticos – veja:

Despesa ou investimento?

Sem treinamento

Sem treinamento

Com treinamento

Com treinamento

Uma das grandes objeções – ou fatores do “depois-eu-faço” é o custo do treinamento. Mas considere:

  • O menino e a bicicleta: Há vários estudos – como esse (em PDF) que mostram que treinamento bem aplicado e bem avaliado resulta em aumento da produtividade. Por que esperar?
  • ExpensiveQuem disse que treinamento é caro? Veja esse artigo que publicamos no blog da Trilia – só 10% – dez por cento! – do treinamento precisa ser do tipo “formal”, que custa (um pouco) mais caro;
    • 70% é do próprio trabalho: você [gestor] deve mostrar aos funcionários como as atividades rotineiras deles estão (deveriam? poderiam?) servindo como treinamento;
    • 20% é das interações com colegas – se uma recepcionista “sonha” em trabalhar no Financeiro, porque não colocá-la em um “estágio” de uma hora, uma vez por semana?
      • O tempo de “treinamento” pode ser contabilizado em seu programa;
      • Você pode descobrir um novo talento;;
      • Alguém “de fora” sempre tira a equipe da zona de conforto, e pode até mostrar pontos de melhoria nos processos.

Quem se importa?

Empatia

Um artigo (em inglês) muito interessante apresenta uma verdade que muitos desconsideram: O autor – Jeff Haden – estava dando uma palestra para empresários e altos executivos, e perguntou: Qual é o fator-chave para liderar pessoas? A princípio ninguém respondeu, mas então lá do fundo uma mão foi erguida: “Acho que eu sei o que é”. Jeff esperava uma resposta-padrão, tirada de autores famosos, mas… veja, nas palavras do artigo:

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… então, eu nem estava realmente prestando atenção, quando ele falou – sem muito entusiasmo: “Ninguém está interessado no que você sabe, até saberem se você realmente se importa com eles.”

Como é que é?

[Jeff] “Pode repetir?”

Algumas cabeças se viraram. “A gente acha que tem todas as respostas, e pode ser que sim, mas isso não quer dizer nada. Ninguém se importa com o que você sabe, enquanto não descobrirem se você realmente se importa com eles.”

Eu fiquei só olhando, mais cabeças viraram, ele achou que não estávamos concordando.

“É isso mesmo”, agora com mais confiança. “Está certo, a gente é que manda, a gente fala sobre metas e objetivos e visão, mas os funcionários não se importam muito com isso. Nós podemos comunicar e “conectar” tanto quanto quisermos, mas ninguém está escutando de verdade. Eles dão um sorriso, concordam, e continuam fazendo as mesmas coisas que antes.

“Nossos funcionários só vão se preocupar com o que nós queremos quando souberem se a gente se importa com eles. Quando um empregado sabe – de verdade – que você se importa com ele, ele vai se importar com você. E daí, então, eles vão escutar e vão fazer qualquer coisa por você.”

A melhor resposta que já ouvi.

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Não precisa “desenhar” que o treinamento é uma forma de mostrar que você se importa, certo? Se você ajudar o funcionário a se desenvolver, se a sua empresa providenciar treinamento que traga benefícios para ele, não só para a Empresa, você vai ter esse resultado –  o seu funcionário vai “fazer qualquer coisa por você”.

Treinamento x aumento

“Se eu der muito treinamento, o funcionário vai querer aumento de salário”.

Leia de novo o item anterior: A questão não é apenas capacitação, é empatia. O funcionário precisa entender que o treinamento em si já é um benefício, porque o torna mais preparado para enfrentar os desafios do mercado de trabalho. Se o seu programa de treinamento incluir cursos mais “pessoais” (economia doméstica, primeiros socorros, cuidado com crianças, etc.) isso pode melhorar a percepção do treinamento como um benefício em si, não apenas como um mecanismo de pressão por melhores salários.

O treinamento não é uma “obra beneficente” – precisa trazer resultados. Não precisamos citar estudos científicos para mostrar que ir à escola não garante alfabetização. A empresa vive de lucro, e o treinamento é um meio de ajudar a trazer melhores resultados à Empresa – daí pode-se pensar em melhoria nos salários ou promoções. Sua empresa não precisa ter um Plano de Carreira para que o funcionário veja oportunidades de crescimento, mas é importante que todos tenham bem em mente conceitos de produtividade e lucratividade, para que se sintam parte dos processos e responsáveis pelos próprios salários.

Treinamento x ações trabalhistas

EPIsVeja um exemplo: Um processo decidido no TST concedeu indenização de R$ 50.000,00 a um trabalhador que sofreu um acidente enquanto operava um equipamento para o qual não havia recebido treinamento.

Cada vez mais, a Justiça do Trabalho tem considerado as empresas responsáveis por acidentes, quando não houve treinamento prévio dos trabalhadores. Pode ser que a sua Empresa não seja uma pedreira, e não tenha riscos tão grandes, mas… e os funcionários das empresas terceirizadas que trabalham para a sua? Os eletricistas que dão manutenção na sua sala receberam treinamento? Ou os que limpam as janelas do prédio?

Pronto p’ra começar?

Os pontos acima são apenas para dar uma “sacudida” nos seus conceitos, e algumas sugestões para você analisar. Se você quiser implantar ou melhorar seu programa de treinamento, venha conversar com a gente, quem sabe podemos encontrar uma boa solução para sua Empresa!

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